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Resumo: O objetivo deste minicurso será de discutir questões e processos históricos, sociais e políticos atuais responsáveis pela atual condição das mulheres negras na sociedade brasileira. Se a estrutura social em que vivemos torna a vida das mulheres difícil, ela torna ainda mais difícil a vida da mulher negra. Segundo Angela Davis (2017) as mulheres negras vivem um tríplice preconceito: por ser mulher (em uma sociedade patriarcal), negra (em uma sociedade racista) de classe trabalhadora (em uma sociedade classista). A organização das mulheres negras para resistir à sociedade patrialcal, classista e racista tem acompanhado suas vidas e seus corpos. Nas senzalas, quilombos, terreiros e periferias sempre elas travam batalhas com a simultaneidade do cuidando de suas crianças, trançando os cabelos e dividindo as dores. Historicamente a oralidade sempre se fez presente nas famílias negras, especialmente com as mulheres, no entanto considera-se que os diálogos são de grande valia para manutenção da cultura, politização dos sujeitos e construção de valores, bem como servem de suporte para comportar as barreiras e adversidade causadas pelo racismo, portanto a oralidade através da roda de conversa será a principal metodologia. Logo, buscamos aqui dialogando especialmente a respeito de processos históricos apontados como responsáveis pela exclusão e desvalorização das mulheres negras do sistema social. Bem como mediar à compreensão destes processos e problematizar as causas e consequências herdadas até os dias de hoje, para que juntas possamos fomentar e tecer a rede de resistência. Palavras chave: Feminismo. Mulheres Negras, Resistência, Empoderamento, Luta.
Ministrante(s): Amanda Motta Castro (FURG), Juliana Soares (FURG) e Maria Escarlate Pereira (FURG)
Dia: 22 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Resumo: Este curso tem como objetivo verificar os processos de subjetivação e a emergência da assexualidade no contemporâneo, observando algumas singularidades dessa população. Como aporte teórico, foram utilizadas as ideias de Michel Foucault e de outros intercessores, como Gilles Deleuze, Felix Guattari, Beatriz Preciado (Paul Preciado) e Judith Butler. Realizamos um estudo da história da assexualidade, com um olhar foucaultiano, além de abordar a assexualidade a partir de uma perspectiva do rizoma. Descrevemos a assexualidade como possiblidade de orientação sexual, entendida como um não desejo sexual e como ato político. Percorremos também o processo de despatologização da assexualidade, como possibilidade efetiva, e realizamos alguns percursos teóricos pela assexualidade, apresentando discussões acadêmicas sobre o tema. Para ampliar nosso olhar sobre a assexualidade, ancoramo-nos nas considerações teóricas de Michel Foucault e a Teoria Queer. Utilizaremos de acordo com paramentos éticos alguns trechos de conversar da Comunidade da Assexualidade dentro de um rede social como dispositivo analisador e amostra de suas composições como orientação sexual, suas divisões e tensões.
Ministrante: Luigi Silvino D Andrea (Puc Minas)
Dia: 22 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Resumo: "O minicurso tem como objetivo ampliar as discussões sobre os marcadores de diferença, tais como gênero e raça, causadores de desigualdades. Considero que a colonialidade - ou seja, as relações de poder que emergem do contexto da colonização europeia e têm associado dominação/subordinação - estabelecida entre/com as/os sujeitas/os, tem interpelado os possíveis modos corporificados de estar-sendo. Por esta razão, com María Lugones, Gayatri Spivak, bell hooks, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzales e Breny Mendoza, proponho um aprofundamento teórico/prático dos debates a partir de uma perspectiva feminista decolonial de gênero, a fim de instrumentalizar e qualificar as iniciativas de pesquisa-ação desenvolvidas em âmbito dos movimentos sociais, escola e Universidade colaborando com a pluralização de metodologias e abordagens, sobretudo na Educação e áreas afins. O minicurso será dividido em três momentos: a) dinâmica rede de opressões na qual as/os participantes deverão responder a perguntas e movimentarem-se pela sala conforme suas respostas; b) apresentação de perspectivas do feminismo negro e decolonial e suas provocações teórico-metodológicas e c) conversa orientada pela experiência do minicurso. Nesse sentido, acredito que a proposta alinha-se ao Encontro de Diálogo Interseccional De(s)colonialidades, Epistemologias do Sul e Estudos Subalternos e sua interrogação aos mecanismos que tem sustentado a colonialidade.
Ministrante: Treyce Ellen Silva Goulart (UFF)
Dia: 22 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Resumo: "O presente minicurso propõe problematizar questões centrais no processo de verificação do componente étnico/racial atendo-se aos campos da sociologia e do direito, referente a compreensão das relações raciais que marcam o tipo de racismo existentes na sociedade brasileira. O minicurso será realizado em duas etapas abordando questões centrais das áreas da sociologia. No campo da Sociologia pretende-se debater o processo de construção da identidade nacional brasileira, a partir das contribuições de Renato Ortiz (2012) focando-se no lugar social de inferioridade construída ao negro no Brasil, debatendo as teorias racialistas do século XIX, as políticas de branqueamento e sua influência no fenômeno mestiçagem e, por fim, ao mito da democracia racial. Já no campo do Direito, pretende-se – partindo de uma revisão acerca dos principais diplomas legais surgidos na historiografia recente do Brasil (império e república), provocar e discutir as intencionalidades havidas, e suas consequentes contribuições para o processo de subhumanização de determinados grupos sociais, tais quais aqueles demarcados por negros e pobres. Pretende-se a partir dessa discussão inicial compreender a construção política do tipo de racismo existente na sociedade brasileira, atendo-se nas bases teóricas para construção do olhar sobre esse fenótipo político para o acesso ás política de ações afirmativas, além do exposto, na seara do Direito pretende a proposta, encontrar justificativa para abordar o tema, na noção braudeliana de duração social. Para Braudel (1992, p.43), trata-se de “tempos múltiplos e contraditórios da vida dos homens, que não são apenas a substância do passado, mas também estofo da vida social atual”. Isso significa o indício teórico de que as “sansões capitais” tidas como jurídicas, em dado momento histórico – por exemplo, uma vez aceitas para lidar com os negros no país, possam ecoar socialmente, através dos anos, transmutadas em um sistema legal vigente, que implicitamente as acolhem. No que tange as etapas de realização e a proposta formativa, propõe-se a utilização de dois momentos distintos, quais sejam – primeiramente, para a exposição sócio-jurídica das bases e referenciais teóricos que sustentam a abordagem (tempo previsto de 2h), e posteriormente, o fomento das discussões pertinentes às temáticas inerentes e eventuais assuntos correlatos surgidos (tempo previsto de 2h). A discussão proposta nesse minicurso propicia a reflexão referente ao atual cenário político sobre as tensões raciais ainda presentes em nossa sociedade, em especial no contexto de fraudes no acesso às vagas destinadas à negros (pretos e pardos). Referente à tema central do evento a principal contribuição da proposta está no articulação entre os campos do conhecimento necessário a compreensão das relações sociais em nossa sociedade e na necessidade de articulação das categorias raça, etnia e classe para efetivação da promoção da igualdade racial. Palavras -chave: Raça- Racismo- Política de Ação Afirmativa -Ralações Raciais
Ministrante(s): Fábio dos Santos Gonçalves (FURG) e Carla Silva de Avila (UCPel)
Dia: 22 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

"A partir de tensões dos feminismos contemporâneos, esse curso se propõe a pensar o conceito de performatividade para discutir questões que são centrais em suas diferentes perspectivas, tais como: sujeito, identidade, corpo, experiência e marcadores sociais da diferença. As autoras escolhidas para articular tal debate são Joan Scott, Judith Butler, Donna Haraway e Karen Barad, que iremos apresentar mediante a contribuição que oferecem ao tema proposto. Situamos nosso curso em uma perspectiva parcial e objetiva, de um lugar de fala acadêmico que propõe questionar binarismos, essencialismos, e tentativas de unificar e categorizar “mulher” como sujeito universal do feminismo. Para isso, produzimos uma compreensão que rompe a fixidez de fronteiras, tais como natureza/cultura, humano/não humano, sujeito/objeto. As epistemologias destacadas pelas autoras sugeridas destacam o caráter ético de uma produção intelectual feminista localizada pela responsabilidade política a fim de desmistificar supostas imparcialidades teóricas. O curso está dividido em 3 etapas, sendo que a primeira trará as contribuições das obras de Joan Scott e Donna Haraway que, através dos marcadores sociais da diferença e experiência se interseccionam com o local situado. A segunda etapa visa explicar performatividade e conceitos que possam ser articulados nas elaborações teóricas de Judith Butler, Donna Haraway e Karen Barad, apresentando aproximações e afastamentos entre as autoras. Por fim, ancorar os debates contemporâneos dos feminismos envolvidos nas tensões mapeadas entre feminismos e suas pautas.
Ministrante(s): Raquel Basilone Ribeiro de Ávila (UFRG), Daniela Dalbosco Dell Aglio (UFRGS) e Flávia Luciana Magalhães Novais (UFRGS)
Dia: 22 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Resumo: "Este minicurso tem como objetivo realizar um debate em torno da utilização do gênero como um instrumento de análise histórica. Segundo Joan Scott gênero é a organização social da diferença sexual e essa organização varia de acordo com os grupos, a cultura e o tempo. Trata-se de mostrar que identidade de gênero são construções sócio-históricas e psico-culturais, já que gênero e identidade vinham sendo pensadas nas humanidades como uma fixidez interpretativa que naturalizou as visões dessas relações. Dentro disso, percebemos a História de Gênero como o estudo das relações sociais entre mulheres e homens que constroem culturalmente regras de convívio em uma determinada sociedade. Os estudos de gênero percorrem um caminho que começa com o Movimento Feminista, passa pela História Social e História das Mulheres e atualmente analisa as relações entre papéis sexuais e papéis sociais dentro de práticas culturais que entendemos como androcêntricas, isto é, uma construção sócio-mental que elabora representações do mundo tendo como eixo uma visão masculina. A sociedade androcêntrica estrutura-se a partir de uma valorização dos lugares masculinos, normatizando toda e qualquer relação. Nesse sentido, o que os estudos de gênero na história procuram é evidenciar e compreender, que em primeiro lugar o feminino está representado na sociedade através de um olhar masculino e que este estabelece saberes, normas e relações de poder e, em segundo lugar, que este mesmo feminino pode conceber formas de ruptura e emersão enquanto uma forma própria de pensamento. A partir disso é que diversa(o)s historiadora(e)s, desde o final da década de oitenta do século passado analisam os processos históricos buscando, através da perspectiva de gênero, proporcionar novas interpretações históricas.
Ministrante(s): Lisiana L Terra Silva (FURG) Darcylene Pereira (FURG) Domingues (FURG)
Dia: 22 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Resumo: Inspirada pela obra Flor de Açafrão (LOURO, 2017) e aliada aos Estudos Culturais e aos Estudos de Gênero, a proposta deste minicurso é lançar uma visão crítico-reflexiva acerca de alguns artefatos culturais tão comumente difundidos na nossa sociedade – como filmes, livros e músicas – e que podem operar como base para problematizarmos as questões de gênero e sexualidade. A autora Guacira Lopes Louro atenta para os espaços de ambiência percorrendo o gênero como marcador impregnado nas relações. Tendo sua contribuição teórico-conceitual como principal aporte, sustentamos que o nosso objetivo com esta atividade é praticar uma experiência atenta ao que nos rodeia, tendo as relações de gênero e sexualidade como primazia em um movimento analítico. As atividades se iniciam com uma dinâmica em que os/as participantes se autoassociam com um livro, uma música ou um filme, justificando a escolha; o objetivo é demonstrar como nos envolvemos com esses artefatos de maneira subjetiva. Em seguida, comentaremos de maneira breve o livro Flor de Açafrão e a metodologia utilizada por Louro para a análise de filmes e livros; exibiremos trechos de três longas mencionados na obra – As horas (2002), Transamérica (2005) e Tudo sobre minha mãe (1999) – descrevendo as passagens sob a ótica da exploração dos temas corpo, diferença, gênero, identidade, sexo e sexualidade. Será alvo de nossa atenção ainda o conto literário La corna vitoriosa (FELIPE, 2017), o qual aborda a violência de gênero denominada de maus-tratos emocionais, bem como a idealização do amor romântico. Como parte final do minicurso, os/as participantes irão construir uma produção escrita, a qual nós propomos que seja diversa de um texto acadêmico e, ao final, cada sujeito fará a leitura de seu conto/manifesto/poesia (ou outra possibilidade escrita). Portanto, em consonância com a proposta do evento I SENACORPUS, este minicurso se propõe a propiciar um momento de experiência ética e estética, envolvendo cultura, educação e sexualidades em suas articulações interseccionais, as quais intentem romper com o padrão heteronormativo.
Ministrante(s): Cristiano Eduardo da Rosa (UFRGS) e Ana Carolina Sampaio Zdradek (FURG)
Dia: 23 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

A necessidade de instrumentalizar professores/as com possibilidades didáticas e metodológicas para as discussões de gênero e sexualidade no cotidiano escolar, desnaturalizando compreensões sobre as expectativas sobre "ser homem" e "ser mulher", bem como para as diversidades das produções de gênero, é uma situação cada dia mais presente. Igualmente, percebe-se que, mesmo com todas as ofertas de formações continuadas nas áreas em questão, pouco se altera na realidade escolar, pois a lógica binária e excludente se mantém. Refletir com os/as participantes sobre as práticas docentes embasadas na Transdisciplinaridade enquanto princípio epistemológico que valoriza o pensamento relacional, articulado, crítico, criador, auto-eco-organizador e emergente, como uma alternativa para o entendimento da complexidade da vida humana é o objetivo desta proposta de minicurso. A partir da apresentação expositiva dialogada, o minicurso Transdisciplinaridade - um diálogo com a realidade pretende discutir sobre o pensamento/ação transdisciplinar como uma nova base para renovação filosófica e educacional ao priorizar as relações, as interações, as redes e seus processos dialógicos, recursivos e emergentes; e, após, promover discussões em pequenos grupos e no grande grupo, buscando experimentar atitude de abertura para com a vida e as possibilidades de ser e estar no mundo. Posto isso, a partir das reflexões do grupo, busca-se desenvolver propostas que objetivem o combate ao preconceito e discriminação na escola. Espera-se que, ao final, os/as participantes entendam a importância de um pensamento complexo e transdisciplinar para o fazer educacional. A proposta é elaborada tendo como referencial autores/as como Edgar Morin, Ubiratan D'Ambrosio, Maria Cândido Moraes, bell hooks e Rogério Junqueira, a fim de promover a discussão. Este minicurso dialoga com o EDI Cotidianos, Escolas e Currículos.
Ministrante: Claudia Penalvo (FURG)
Dia:23 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Resumo: "El presente minicurso está fundamentado en parte de mi trabajo de tesis doctoral actual, que estoy desarrollando en la Universidad de Deusto, España, que investiga las danzas de salón de tango y samba gafieira en tres ciudades latinoamericanas (Sao Paulo, Buenos Aires y Montevideo) desde una perspectiva de género y diversidad sexual. Identificadas y promovidas culturalmente por los tres países indicados, la danza del tango y la samba gafieira mantienen vivas las expresiones culturales identitarias de estos pueblos y se constituyen en sellos culturales para estas ciudades, proclamando festivales nacionales e internacionales. De ahí, el interés que suscitan estas tres ciudades como marco para el estudio del tema central de esta tesis doctoral. En la danza existen también estereotipos marcados de lo que pueden hacer las personas (Fort i Marrugat, 2015) y, en muchos casos hasta hoy, se siguen enseñando maneras de bailar estas danzas con ciertos roles rígidos y estereotipados en los que las personas, según su sexo biológico deben realizar determinadas acciones. En los últimos años, colectivos de personas que no son heterosexuales han tratado de romper con estos estereotipos y se encuentran lugares para bailar en las ciudades mencionadas donde no se sigue un patrón heteronormativo determinado para bailar estas danzas. Según Fort i Marrugat (2015), la danza transmite valores y tiene un poder masculino aun cuando es practicada mayoritariamente por mujeres. El protagonismo de estas últimas es menospreciado y desvalorizado. Asimismo se observa que los hombre ocupan lugares reconocidos y centrales en escuelas, academias y compañías de danza (Bassetti, 2013). Fort i Marrugat (2015) subraya que desde una perspectiva de género, existe en la danza una masculinidad hegemónica que se transmite mediante valores que reproducen estereotipos de género en los que predominan tópicos según los cuales, los hombres deben expresar masculinidad y las mujeres, feminidad (Fort i Marrugat, 2015). La danza tiene asimismo una estrecha relación con el cuerpo. Esta relación está sometida, según Fort i Marrugat (2015), a la reproducción de manifestaciones de género androcéntricas y estereotipos de masculinidad y femineidad heterosexuales. Todo ello puede ser analizado también desde la perspectiva de Butler (2002), en relación con la reproducción de una heteronormatividad de los cuerpos. La danza tiene un gran contenido creativo y ha sido una de las expresiones culturales que ha mantenido vigente el patrimonio de la samba y el tango. La pregunta que mueve a esta tesis es si estas danzas pueden reproducir estereotipos de género que contribuyen a consolidar en las personas una manera de ser hombre y mujer. Los estudios de género y diversidad cuestionan, citando a Butler (1999), la heteronormatividad. Esta heteronormatividad reproduce ciertos estereotipos, y un binomio hombre y mujer que critican. Como manifiesta Hayde Lachino en el prólogo de la edición del libro de Margarita Tortajada Danza y género (2011), ninguna técnica de danza es neutra. La autora va a decir también que  detrás de los ejercicios se ocultan lo que la sociedad piensa sobre el cuerpo, la masculinidad, feminidad y el ser. Podríamos decir, parafraseando a la autora, que la danza aporta información acerca de cómo las culturas hegemónicas inscriben en el cuerpo sus marcas. Así, analizando la danza de tango y samba se pueden observar y analizar esas inscripciones desde un punto de vista de género y diversidad. Como manifiesta Cecconi (2009) las milongas gay y queer vienen a brindar un espacio que habilita danzar el tango más libremente, en el sentido de que no existen en estos espacios normas sobre qué posición se ocupará en la danza en relación al sexo biológico de la persona. El interés de este trabajo radica en la necesidad de conocer cómo las personas hacen para reapropiarse y reinterpretar en estos tipos de danza los estereotipos de género que reproducen una heteronormatividad (Butler, 2002). Estos estereotipos pueden provocar barreras en el acceso a la práctica de dichas danzas. Tomando como premisas centrales de la tesis que tanto la danza como la percepción de bienestar que puede propiciar a sus protagonistas debe ser de alcance universal y por tanto, un derecho, esta tesis doctoral pretende conocer cómo las personas hacen para reapropiarse y reinterpretar tales estereotipos. El minicurso va a estar organizado de manera que se presenten los avances de mi trabajo de investigación en un primer momento y de un taller vivencial experimental de tango queer/gay/libre. Los objetivos de minicurso van a ser experimentar diferentes formas de bailar tango, experimentando todas las personas la conducción y el ser conducidx, haciendo hincapié en el encuentro y disfrute de bailar sin roles estereotipados de género.
Ministrante: José Manuel Alvarez Seara (Universidad de la República-Uruguay)
Dia: 23 DE MARÇO DE 2018
Horário: 14h às 17h15

Carga Horária: 4

Seminário Corpus Possíveis no Brasil Profundo

Educação, Cultura e Diferenças